quarta-feira, 15 de julho de 2009

A Prenda

Pensem comigo:

o facto de poder dar presentes a alguem é efectivamente um previlégio que decorre do nivel de intimidade que existe entre duas pessoas.

Se fossem na rua e alguem se virasse pra vocês e vos desse uma prenda a primeira coisa que iam pensar seria "O QUE É QUE ESTE/ESTA QUER DE MIM?"

Aliás lembram-se concerteza de um anuncio há uns anos atrás em que a punch-line era "... e se um desconhecido lhe oferecer flores iso é ....." e portanto o que está subentendido numa prenda de um desconhecido é que tem que haver algo em troca.

E é por isso que dar uma prenda é um previlégio. É algo que podemos fazer a alguem ( ou que nos pode fazer) e que não tem um outro interesse senão a alegria de dar e a alegria de ver a alegria de alguem a receber. Sem outro interesse que não seja exactamente esse.

E nem o preço do presente importa.

Não é necessário que o valor seja medido em centenas e milhares. eu lembro-me de ter dado uma prenda à sky, que comprei no Museu Berardo, que me custou 1,5€ e que ela guarda religiosamente. Era apenas um puzzle de corações de 10x15 cm. Coisa simples, banal, mas o valor da prenda está intimamente associado não ao valor mas à intenção.

Bom, esta introdução toda pra dizer que hoje recebi uma prenda. Do meu cunhado Shoiti. E que recebi com uma enorme alegria.

Um pacote de RAPADURA.

Não tenho mais nada a dizer. A não ser mais uma coisa: há prazeres que não tem preço e para aqueles que acreditam que para os outros existe Mastercard, enganam-se. Os maiores prazeres continuam ainda e sempre a ser os mais simples.

Mesmo que venham carregadinhos de calorias.....

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